O abandono foi pela dúvida e insegurança que estava em mim nesses dias. Nem escrever, que é uma das coisas que mais sinto prazer, não conseguia concretizar. Sou assim, e quero deixar de ser, quando a turbulência chega, deixo tudo pra depois e vou abandonando coisas como esse blog.
Mas como disse no post anterior, o final do ano chegou como uma bala, ou foi o ano que passou mais depressa? E como todos os anos, pensamos não ter realizado nem a metade do que nos propomos, mas acho que vou sair desse ano bem. Foi um ano bem conturbado, de mudanças extremas, de crescimento interno como nunca vi. E isso tornou um ano melhor.
Estou chegando ao final desse ano, como nunca cheguei antes, com medo do próximo e não com a vontade que ele chegue para mais realizações. ei que será um ano tão, ou mais importante como esse e deve ser por isso o medo.
Mas não vim até aqui com o propósito de falar do ano velho, e sim demonstrar como eu percebi fragilidade nas pessoas quando têm de decidir alguma coisa bem relevante. E nós homens que comandamos nosso corpo tão imponentemente, vimos o sono se esvair, o estômago queimar e doer, os cabelos cairem, a paciência se esgotar quando estamos frente a frente à uma decisão de importancia incontestada.
Existe momento que queremos auxílio, mas não queremos falar, porque parece que ninguém vai entender qual é a real. E se torna melhor calar e pensar e pensar, mesmo que seja na madrugada. O medo que temos de errar é imenso, como se alguem algum dia tivesse dito que isso é fruto proíbido. Talvez o nosso orgulho tenha dito isso. Orgulho que não deixa nem a ajuda se aproximar.
E o mais interessante, é que depois que a decisão é tomada temos ainda a cara de pau, de dizer que não estamos muito aí pra isso, que o que for, vai ser. Se fossemos tão corajosos como orgulhosos, não digo que seria mais fácil, mas garanto que iria ser menos doloroso.
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