"Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue" - Elis
Estou ligada num futuro blue" - Elis
Como sempre, muito tempo sem escrever. Acredito que vou ser SEMPRE assim... Sempre abandonando algumas coisas. Hoje eu quero e preciso falar de tantas coisas. Todas as coisas que andam me fazendo "puxar tanta angústia".
Primeiro essa situação de abandonar, não bem abandonar no sentido de deixar ao léu. Mas sim de "largar mão", afastar e aí quando percebo, o tempo já passou, como passa pra tudo... Me afasto de amigos, aqueles não tão amigos, de situações, de prazeres, do conhecimento. Não é muito agradável pensar: "nossa, como eu gostava de conversar com aquela pessoa" e perceber que o tempo já passou de tal forma que o assunto não flui, a boca trava, as palavras não saem. Ou então: "como era bom fazer tal coisa", mas simplismente não a faço mais. O que mais me dói são as pessoas que já me afastei. Que agora, já não me pertecem. Já não fazem parte dos meus números mais discados. Prezo muito boas conversas. Sou falante e impetuosa, quem me conhece pouco já percebe o quanto. Mas mesmo defendendo todas a minhas opniões, adoro ouvir a dos outros, compartilhar e talvez no final de uma boa conversa mudá-la. E tem dias que eu lembro de quanto era bom ter certas conversas que já não tenho a tanto.
Acredito no livre-arbítrio. Não obstante não posso abrir mão de acreditar em destino. Não, por favor, não destinos amorosos - nada de novelas - mas no destino que nossas escolhas "livres-abitrárias" fazem. Afinal, eu você, todos nós fazemos escolhas. Não dá pra fingir que essas escolhas nos trazem certas coisas que nãos ecolhemos. As escolhas que a gente faz, nem sempre vem com a bagagem que a gente quer. Por isso o destino. Que nos traz pessoas e levam. Mas será mesmo que precisa ser assim?
Tudo isso me fez lembrar "Vick Cristina Barcelona". Meu DEUS, a cena que a Crisitna (Scarlett Johansson) diz a Juan Antonio ( Javier Bardem - deus) e a Maria Elena (Penélope Cruz - deusa) que vai embora é magnifica, para mim a mais marcante do filme, que traduz tudo:
" Maria Helena: Como lo sabia! Como lo sabia!
Juan Antonio: Speak English, please, so she can understand all right?
Maria Helena: Chronic dissatisfaction, that's what you have. Chronic dissatisfaction. Big sickness. Big sickness.
Juan Antonio: Speak English, please, so she can understand all right?
Maria Helena: Chronic dissatisfaction, that's what you have. Chronic dissatisfaction. Big sickness. Big sickness.
Sinto essa insatisfação cronica diariamente, as escolhas fazem eu me sentir assim. Não só as escolhas, as NÃO escolhas. Não poder escolher, não poder jogar tudo pro alto e falar: NÃO QUERO ISSO MAIS PRA MIM! E esse não poder, é uma mão invisível (como aquela que move o economia capitalista), que me diz o que fazer e o que não fazer. São as escolhar anteriores que ditam o que eu posso ou não. PODER, quem tem que falar o que eu posso ou não sou só eu? SERÁ? Por mais livre, mes sinto presa. E as consequencias?
O mais duro da Chronic Dissatisfaction é viver com ela diariamente e somente viver, viver e viver. A (pouca) maturidade que me veio com o tempo, já me mostrou que esse mesmo tempo é o melhor remédio, mas talvez não seja a melhor escolha.
Mas claro, é a instatisfação que fez o mundo mudar, então prefiro conviver com essa "grave doença" a ter que abandoná-la. Aos poucos eu vou tomando coragem de ir a fundo, de arriscar e sim, descobrir a roupa que me cabe. Mas durante esse período tenho que aprender a ter as pessoas junto de mim.
http://www.youtube.com/watch?v=M0MG7pMpX9s (Link do Filme)
http://www.youtube.com/watch?v=M0MG7pMpX9s (Link do Filme)

