7 de abril de 2009

outro outono.




Outono. Outono pra mim é uma daquelas palavras que tem um sentido 'extra literal'. O seu outro sentido é o da lembrança, da saudade. Penso em outono, estou no outono e lembro dos outros outonos, dos outonos dos outros. Tem gente que tem isso com o verão - mas o verão pra mim remete à alegria e o outono à angustia.


É a angústia. Percebi já ter mais de um ano inteiro que não escrevo aqui e nem ali. Não escrevi nada o ano passado e pra mim foi um outono sem lembranças. Um ano ruim? Não. Produtivo - emprego, faculdade, namorado. Estável. Estável demais. Não que não os quero mais. Mas quero tê-los com mais. Ler mais livros, ouvir mais músicas, arrumar meu guarda roupa (falo disso depois), desfazer os nós. Comecei com a desculpa do tempo, mas por motivos claros ela não colou. Quando digo que penso no outono dos outros, penso nos outonos que poderia ter pra mim. Nas lembraças que eu quero ter, e daqui alguns anos me angustiar lembrando delas - todo mundo fala que no fim é isso que vale. A angústia vale.


Por isso eu digo: Tenho, literalmente, que organizar meu guardarroupa (agora sem hífen?).




21 de dezembro de 2007

Deixe Estar

Um respirada depois da aflição da dúvida e decisão!
E mesmo parecendo uma contradição muito grande, (com os outros posts) agora estou animada para o próximo ano, e é verdade quem um dia disse que a dúvida traz o medo. To me sentindo nova, ainda tenho muito receio do que possa vir, mas ahhhhh! O que seria da vida se não fosse as surpresas? E como dizia Carlos Hilsdorf "Tudo que vale a pena na vida é mais difícil. O resto qualquer um consegue". Isso pode ser apenas um surto de ânimo e coragem, mas o melho é "não analisar" e seguir em frente... Foram meses bem dificeis e se for pra ficar sofrendo por antecedencia, do que vale a pena a vida? E realmente: "Por pensar demais, eu preferia não pensar demais dessa vez "

12 de dezembro de 2007

Maçã

O abandono foi pela dúvida e insegurança que estava em mim nesses dias. Nem escrever, que é uma das coisas que mais sinto prazer, não conseguia concretizar. Sou assim, e quero deixar de ser, quando a turbulência chega, deixo tudo pra depois e vou abandonando coisas como esse blog.
Mas como disse no post anterior, o final do ano chegou como uma bala, ou foi o ano que passou mais depressa? E como todos os anos, pensamos não ter realizado nem a metade do que nos propomos, mas acho que vou sair desse ano bem. Foi um ano bem conturbado, de mudanças extremas, de crescimento interno como nunca vi. E isso tornou um ano melhor.
Estou chegando ao final desse ano, como nunca cheguei antes, com medo do próximo e não com a vontade que ele chegue para mais realizações. ei que será um ano tão, ou mais importante como esse e deve ser por isso o medo.
Mas não vim até aqui com o propósito de falar do ano velho, e sim demonstrar como eu percebi fragilidade nas pessoas quando têm de decidir alguma coisa bem relevante. E nós homens que comandamos nosso corpo tão imponentemente, vimos o sono se esvair, o estômago queimar e doer, os cabelos cairem, a paciência se esgotar quando estamos frente a frente à uma decisão de importancia incontestada.
Existe momento que queremos auxílio, mas não queremos falar, porque parece que ninguém vai entender qual é a real. E se torna melhor calar e pensar e pensar, mesmo que seja na madrugada. O medo que temos de errar é imenso, como se alguem algum dia tivesse dito que isso é fruto proíbido. Talvez o nosso orgulho tenha dito isso. Orgulho que não deixa nem a ajuda se aproximar.
E o mais interessante, é que depois que a decisão é tomada temos ainda a cara de pau, de dizer que não estamos muito aí pra isso, que o que for, vai ser. Se fossemos tão corajosos como orgulhosos, não digo que seria mais fácil, mas garanto que iria ser menos doloroso.

26 de setembro de 2007

Eu esqueci como a música me faz bem, parei de escutar, parei de ouvir. E me senti vazia.
Mas minha cabeça demorou muito pra lembrar o que me fazia falta, e eu só percebi o que a falta me fazia.
Está sendo muito difícil passar os dias, e estar só deixando os dias passar. Deixando a vida passar, e as vezes parece que, no entanto, sou eu quem crio minhas confusões e no final torno o nada, nada e o tudo, nada. E no final não fiz nada, assim como não estou nem no início e nem no fim. Ah sim, porque as coisas ainda não deram certo pra mim. E como já dizia Fernando Sabino: "No fim da certo, se não deu é porque ainda não chegou o fim." Não estou querendo o fim, e sim achar o fio que me ligue no início, porque recomeçar do meio é tão difícil!
Só o fim do ano chegou como uma bala, e não to com planos algum para o outro ano, é como se começasse uma vida nova, e que eu já deveria estar com o rascunho dessa história feita, e não ficar como uma doida, tentando acertar sem um plano.
Não bolei o plano B, nem o plano C, não fiz o suficiente para que o A desse certo. Fiz muitas escolhas erradas, preteri benefícios em longo prazo, para ter alguns a prazo rápido. E agora to no vácuo, esperando passar, tentando talvez um plano de fuga!
E no fundo só a música me consola, porque depois do "play" ela toca, mesmo com toda a tempestade, mesmo que ninguém a escute, até que alguém a desligue.

9 de agosto de 2007

Acho que a cabeça dói quando as idéias não cabem mais lá dentro. Hoje é só escrever, pra ver se as idéias saeem e pare de doer. Alguém já pensou em tudo ao mesmo tempo?Acho que eu consegui essa proeza, e é um saco. É tão chato pensar às vezes, é tão chato crescer às vezes... É chato decidir, é chato conviver, é um saco ter responsabilidades. É um saco ter realmente o que decidir e não saber o que decidir e por mais que você conte à alguem ninguem vai entender porque são paranóias, ou não, suas. Mas ao mesmo tempo a "monotonia é a morte", então o que escolher? Agora eu escolheria fugir.
Ao mesmo tempo que é chato decidir, é chato ser mandado. Ontem na palestra do vice-governador, foi preciso saber o traje que ele usaria, porque se fosse um casual - nada de terno e gravata - ninguém poderia ir de terno e gravata, nenhum homem poderia estar mais bem vestido que a 1° autoridade. Alguém decidindo por você o que usar. Isso é tão patético que chega a ser engraçado. Como o "dono da festa" avisando a todos os seus convidados que não poderiam ir melhor vestidos que ele. Com a punição de não entrar, tão infantil.
Mas é assim mesmo, tem hora que a gente luta por decidir, e outras - como até mesmo nas eleições- prefirimos que decidam por nós. A verdade é que não queria nenhum dos dois e como no ínicio, apenas fugir dos problemas, pra da uma alíviada sabe?
Tão covarde.